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Atividade Alelopática de Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers Sobre a Germinação e o Desenvolvimento de Lactuca sativa L. e Cenchrus echinatus L.

File Name:
natalia cavalcante - 2016 dissertao.pdf
File Size:2.11 MB
Date:30. Janeiro 2018

Ano: 2016

Orientando(a): Natália Cavalcante da Costa

Orientador(a): Profa. Dra. Maria Arlene Pessoa da Silva

Resumo: A alelopatia refere-se à influência benéfica ou maléfica, de um indivíduo sobre o outro, devido à produção de biomoléculas vegetais, lançadas no ambiente. No presente estudo objetivou-se verificar um possível efeito alelopático do extrato etanólico bruto (EEB) das partes aéreas de Pyrostegia venusta (Ker Gawl.) Miers (cipó-de-são-joão), espécie nativa do Brasil, sobre a germinação e o desenvolvimento inicial de sementes e plântulas de Lactuca sativa L. (alface) e Cenchrus echinatus L. (carrapicho), bem como detectar a presença de compostos fenólicos como possíveis aleloquímicos presentes nos referidos extratos. Os bioensaios foram conduzidos no Laboratório de Botânica Aplicada (LBA) da Universidade Regional do Cariri (URCA) e em casa de vegetação. Os ensaios conduzidos em laboratório foram acondicionados em placas de Petri tendo como substrato duas folhas de papel filtro umedecidas com 3 mL dos respectivos EEBs em diferentes concentrações para as sementes de alface e carrapicho. Para os experimentos em casa de vegetação foram utilizadas bandejas de plástico específicas para germinação com 200 células cada, foi utilizado como substrato areia lavada de rio, posteriormente, foram semeadas duas sementes por célula e umedecida com extrato em quantidade equivalente a 70% da capacidade de campo. Os tratamentos constaram do extrato etanólico dos caules e folhas de P. venusta diluídos nas concentrações de 6,25; 12,5; 25; 50 e 100% e, dois controles, sendo um composto apenas de água destilada e o outro de etanol e água destilada, com cinco repetições de 20 sementes cada, totalizando 100 sementes por tratamento para cada espécie receptora testada. As variáveis analisadas foram: Porcentagem de Germinação (%G), Índice de Velocidade de Germinação (IVG), comprimento do caulículo e da radícula. Os dados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Tukey. As classes de metabólitos secundários foram determinadas através da mudança de cor e/ou formação de precipitado por meio de cascatas de reações químicas. Detectada a presença de compostos fenólicos, prosseguiu-se com a avaliação qualitativa por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE-DAD). Na análise por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência foram detectados os compostos: catequinas, ácido caféico, ácido elágico, verbascosídeo, rutina, quercetina e luteolina, destacando a presença do ácido elágico apenas no extrato das folhas e o flavonoide luteolina apenas no extrato dos caules. Os experimentos em laboratório mostraram que o EEB dos caules e das folhas da espécie doadora atuaram inibindo a germinação e o desenvolvimento de alface e carrapicho. Nos experimentos em casa de vegetação os resultados também evidenciaram, em sua maioria, efeitos negativos sobre as espécies-alvo, provavelmente ocasionados pela presença de aleloquímicos do grupo dos ácidos fenólicos, identificados nos extratos da planta doadora.

Palavras-chave: Alelopatia. Aleloquímicos. Biomoléculas

 

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