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Atividade antiepimastigota, citotóxica e fungicida de plantas medicinais da Região do Cariri

File Name:
dissertao katiucia alves.pdf
File Size:1.48 MB
Date:26. Setembro 2018

Ano: 2011

Orientando(a): Karla Katiúcia Alves dos Santos

Orientador: Prof. Dr. Henrique Douglas Melo Coutinho

Resumo: Países em desenvolvimento, ricos em biodiversidade e com abundantes conhecimentos tradicionais como no caso do Brasil, ainda apresentam uma alta incidência de doenças como tuberculose, malária, leishmaniose e doença de Chagas. A doença de Chagas, causada por Trypanosoma cruzi, afeta cerca de 10 milhões de pessoas nas Américas. O parasito pode ser transmitido aos humanos por insetos triatomíneos, alimentos contaminados pelas fezes do inseto, transfusão de sangue, transplantes de órgãos a partir de doadores infectados e por via transplacentária. Atualmente, a quimioterapia é o único tratamento específico para esta doença, onde os medicamentos utilizados são nifurtimox e benzonidazol. Outro problema de saúde pública são as doenças fúngicas oportunistas, associadas a problemas de imunossupressão e comuns em ambientes hospitalares. Candidíase é a mais frequente infecção fúngica oportunista, frequentemente causada por Candida albicans, C. tropicalis, C. parapsilosis, C. glabrata e C. krusei. As manifestações clínicas das candidíases apresentam grande diversidade de quadros clínicos, podendo ser dividida em candidíase invasiva ou sistêmica e candidíase mucocutânea. Uma alternativa para o tratamento dessas doenças são produtos naturais de Eugenia uniflora, Eugenia jambolana, Mentha arvensis, Hyptis martiusii, Turnera ulmifolia e Momordica charantia, plantas muito utilizadas na medicina tradicional e, para o presente estudo, seus extratos foram preparados. Para os estudos de atividade antiepimastigota in vitro, foi utilizado o clone CL-B5 de T. cruzi. Formas epimastigotas do parasito foram semeados em uma concentração de 1x 105 mL-1 em 200μl de infusão de fígado triptose. Para o ensaio citotóxico foram utilizados macrófagos J774. Macrófagos J774 foram semeados (5 x 104 células/ poço) em placas de microdiluição de fundo chato de 96 poços com 100 μl de meio RPMI 1640. A concentração inibitória mínima (CIM) foi determinada em infusão de coração e cérebro (BHI) 10%, pelo método de microdiluição em caldo, usando uma suspensão de 105 UFC/mL e concentrações dos extratos variando de 1024-8 μg/mL. A CIM foi definida como a menor concentração na qual nenhum crescimento microbiano foi observado. Quanto à atividade tripanocida, E. jambolana demonstrou a maior porcentagem de inibição do parasito, sendo capaz de eliminar 100% da amostra em uma concentração de 100 μg/mL. M. charantia, E. uniflora e H. martiusii apresentaram uma inibição de 81, 80 e 46 % respectivamente em uma concentração de 100 μg/mL. M. arvensis exibiu 65% de inibição a uma concentração de 500 μg/mL. T. ulmifolia inibiu 29% em uma concentração de 500 μg/mL. Na avaliação da CIM dos extratos, apenas o extrato etanólico de H. martiusii demonstrou uma inibição de 256 μg/mL para a cepa C. krusei ATCC 40147, todos os outros extratos apresentaram uma CIM de 1024 μg/mL. Nos testes de modulação da atividade dos antifúngicos, todos os extratos reduziram a CIM do metronidazol em 2 pontos para as cepa C. albicans ATCC 40277 e C. tropicalis ATCC 13803.

 

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