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Atividade Vasorrelaxante do Óleo Essencial de Lippia alba e Seus Componentes Majoritários Citral e Limoneno em Aorta Isolada de Rato

File Name:
renata evaristo 2016 dissertao.pdf
File Size:1.61 MB
Date:30. Janeiro 2018

Ano: 2016

Orientando(a): Renata Evaristo Rodrigues da Silva

Orientador(a): Prof.ª. Drª. Roseli Barbosa

Resumo: A espécie Lippia alba (Mill.) N.E. Brown (Verbenaceae) popularmente chamada de erva-cidreira cresce espontaneamente em todo território brasileiro e tem seu uso popular atribuído as suas propriedades sedativas, carminativas, analgésicas, espasmolítica e emenagoga, estas ações podem também estar relacionados a influência dos metabólitos secundários presentes na composição da planta. Entretanto, até o momento não há estudos envolvendo a ação relaxante do óleo essencial da L. alba e seus componentes majoritários citral e limoneno sobre a musculatura lisa vascular. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito vasorrelaxante do óleo essencial de L. alba (OELa) e de seus componentes majoritários citral e limoneno em aorta isolada de ratos. Para realização dos experimentos foram utilizados ratos machos da linhagem Wistar, com massa corpórea entre 200-300g. Após eutanásia, a aorta foi removida, em seguida foi seccionada em anéis de 4-5mm de comprimento, os quais foram mantidos em solução de Tyrode modificado aerado, pH 7,4, a 37ºC, para registro isométrico das contrações musculares. Para avaliar o efeito do OELa sobre o tônus muscular espontâneo, foram administrados cumulativamente (1-1000μg/ml) OELa em anéis de aorta, sob tensão de 1g, que apresentou um aumento, o qual não foi estatisticamente significante em relação à preparação controle. OELa, citral e limoneno relaxaram de forma dependente de concentração preparações de anéis de aorta pré-contraídas por KCl (60mM) com endotélio (CE50: 83,30±9,78 μg/ml, 110,80±8,04 e 866,91±35,5μM , respectivamente) e sem endotélio (CE50: 356,20±43,71 μg/ml, 487,2±39,43 e 309,27±53,83 μM, respectivamente), ou previamente contraídas por FE(0,1μM) com endotélio (CE50: 352,73±19,39 μg/ml, 99,34±7,2 e 2682,7±19,08μM, respectivamente) e sem endotélio (CE50: 566,06±38,31 μg/ml, 914,94±49,73 e 1680μM, respectivamente). Esses dados demonstram que o OELa e o citral tem relaxamento da musculatura lisa da aorta sendo mais potentes do que o limoneno. Verificou-se que esse relaxamento é potencializado pelo endotélio, ao contrário do limoneno onde houve uma diminuição do relaxamento na presença do endotélio. Quando utilizou-se um bloqueador do óxido nítrico sintase (L-NAME) na presença do agente contraturante FE (0,1 μM), verificou-se que o OELa, o citral e limoneno apresentaram os seguintes resultados (CE50: 654,19±10,46 μg/ml, 601,66±10,92 e 997,5±80,13μM, respectivamente) e na presença do bloqueador da cicloxigenase, a indometacina, o OELa o citral e limoneno apresentaram os seguintes resultados (CE50: 264,48±11,87 μg/ml, 503,6±30,10 e 230,64±10,63μM (respectivamente). Demonstrando que o relaxamento produzido pelo OELa e o citral atuam sobre a via do endotélio, pois na ausência das substâncias liberadas pelo endotélio o efeito relaxante é minimizado, no entanto o limoneno apresentou um resultado oposto, tendo um maior relaxamento na ausência das substâncias liberadas pelo endotélio. O OELa e o citral foram capazes de inibir contrações induzidas pelo BaCl2 (0,1-30 mM) cujo comportamento similar foi observado nas preparações pré-incubadas com nifedipina (1μM), contrariamente, o limoneno não inibiu de forma significante estas contrações. OELa, citral e limoneno também foram capazes de relaxar de forma concentração-dependente as contrações induzidas e sustentadas por BAY-K 8644, um agonista de canal de cálcio , sendo estatisticamente significante a partir das concentrações de 10 μg/ml, 30 μM e 100 μM, respectivamente para cada substância. Em 1000μg/ml de OELa, e 1000μM de citral e limoneno, observou-se que o OELa e o limoneno relaxaram a contração de KCl de forma similar ao relaxamento produzido pelo inibidor de Rho cinase, Y27632. Diante disso observou-se que o OELa e o citral apresentaram efeito vasorrelaxante em aorta isolada de ratos, o qual é potencializado pelo endotélio. Entretanto, o limoneno não apresenta os mesmos efeitos do OELa e do citral, indicando a necessidade de um estudo mais detalhado a respeito desse constituinte. Os resultados revelam também que o efeito relaxante pode ser mediado por mecanismos intracelulares, os quais provavelmente envolvem a regulação da sensibilidade ao Ca+2 do sistema contrátil do músculo liso vascular.

Palavras-chave: Lippia alba, aorta, efeito vasorrelaxante

 

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